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Nutrição: a importância de mastigar bem

​​​​​Mastigar bem é o primeiro passo para uma boa digestão, mas tudo na vida atual parece conspirar para nos distrair dessa ação tão importante. A pressa e todos os ecrãs que nos distraem são apenas alguns fatores que nos levam a mastigar incorretamente os alimentos e a engolir pedaços maiores, dificultando a digestão e a absorção de nutrientes. Por outro lado, a rapidez e a distração limitam a sensação de saciedade, o que faz com que se coma mais do que o necessário. Não basta dar atenção aos alimentos que ingerimos, é fundamental a forma como o fazemos, como explica Filomena Borges, nutricionista do Hospital de Cascais.​

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A digestão inicia-se na boca, com a ação mecânica dos dentes. A observação e odor dos alimentos iniciam o processo de salivação que se prolonga com a mastigação. A saliva facilita a mastigação, ajuda na formação do bolo alimentar e inicia o processo de digestão dos hidratos de carbono.

A mastigação e a deglutição desencadeiam uma cascata de movimentos e a secreção de substância ao longo do tubo digestivo vão influenciar a digestão dos alimentos, absorção dos nutrientes e contribuir para uma boa função intestinal.

 

Comer sentado

A refeição deve ser um momento de pausa, em que as pessoas preferencialmente se sentam. Comer em pé favorece a rapidez e a escolha de alimentos e de bebidas muitas vezes com maior valor energético.

Preferir talheres

Não há nenhum problema se de vez em quando se decide almoçar ou jantar uma tosta ou um hambúrguer no pão. A questão é mesmo essa, que continuem a ser uma situação excecional. Comer à mão incentiva a que o façamos mais depressa e ingerindo pedaços maiores de cada vez.

A forma como utilizamos os talheres é importante. Uma boa prática é cortar pequenas porções de alimentos e pousarmos os talheres antes de levarmos uma nova porção à boca. Permite-nos mastigar mais vezes, combinar os alimentos, aumentar o contacto dos alimentos com as papilas gustativas, sentir o prazer da comida e aumentar a produção de saliva. Ajuda ainda a sentirmo-nos saciados mais rapidamente e consequentemente a melhorar a nossa digestão e função intestinal.

Local tranquilo

É bom ter companhia, pelas razões óbvias, mas também ajuda a que sejamos mais pausados. E não há contraindicações numa conversa animada, mas é importante privilegiar lugares pouco ruidosos. O barulho promove a pressa e faz com que uma vez mais descuremos a mastigação.

Longe de ecrãs

À televisão, como centro das atenções (ou distrações), somou-se o computador, o tablet e o telemóvel. E, especialmente entre pessoas mais novas, juntou-se a consola de jogos. Neste contexto, comer é uma atividade acessória, que se faz sem lhe dar atenção, o que condiciona a mastigação, o volume e escolha de alimentos, por vezes pouco saudáveis, pobres em fibras, ricos em sal, açúcar e por vezes muito ácidos, com consequente implicação no processo digestivo.

Postura

Um dos problemas associados é a postura. Tendemos a estar dobrados sobre nós próprios enquanto estamos a olhar para o telemóvel, ou a comer ao computador, e muitas vezes permanecemos nesta posição encolhida durante mais tempo que a duração da refeição, o que propicia a tão desconfortável flatulência.

Depois de uma refeição tranquila e de uns momentos pausados à mesa, é importante que nos levantemos e façamos algum movimento, nem que seja uma pequena volta ao quarteirão, para que a digestão decorra sem nenhum mal-estar associado.

Planear e agir

A mastigação deve ser treinada. Planear a hora da refeição, os alimentos que vamos consumir e o local deveria ser uma preocupação diária. Não chegar à hora da refeição com muita fome é uma boa prática. A fome propicia uma maior ingestão dos alimentos disponíveis: "Se tenho fome, mastigo mais depressa, consumo um maior volume de alimentos, fico saciado mais tarde". Compreendemos assim alguns fatores que influenciam a mastigação e interferem no funcionamento do aparelho digestivo. Dos alimentos e da forma como comemos devemos tirar satisfação e ganhos em saúde. Devemos manter uma boa higiene da cavidade oral e providenciar um aporte de líquidos ao longo do dia, pois uma boa hidratação ajuda na produção de saliva.

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Colaboração:

Filomena Borges, nutricionista do Hospital de Cascais

Especialidades em foco neste artigo:

Nutrição ​