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Cuidadores: como ajudar quem apoia doentes com cancro

​​​​​Ao zelarem pelo seu bem-estar físico e emocional, os cuidadores estão mais capazes de ajudar a pessoa que sofre de cancro. Parece uma mensagem óbvia, mas os cuidadores estão muitas vezes tão assoberbados com todas as tarefas que têm de cumprir, num quadro de grande intensidade emocional, que não se sentem no direito de não estarem bem. Partilhamos alguns conselhos essenciais para quem cuida.

 

Procurar apoio prático

O cuidador deve procurar apoio para dividir a responsabilidade de certas tarefas que se tornam muito pesadas no dia a dia, como tratar da higiene do doente e das refeições. Nunca deve assumir tudo sozinho.

 

Conversar com outros familiares de doentes com cancro

É comum sentir-se zangado, culpado, assustado e muitas vezes sozinho. É importante falar com outras pessoas na mesma situação e poder partilhar o que se sente. Há grupos de apoio, nomeadamente na Liga Portuguesa Contra o Cancro, que ajudam os familiares de doentes com cancro.

 

Estar atento a sinais de stresse

Há uma série de sinais aos quais se deve estar atento, pois podem tornar-se persistentes e evoluir para depressão:

— Perturbações do sono, como dificuldades em adormecer, despertares frequentes, sono pouco reparador e superficial com a sensação de acordar mais cansado do que ao deitar;

— Dificuldade de concentração nas tarefas básicas do dia a dia;

— Incapacidade de cumprir as tarefas de forma produtiva no trabalho;

— Irritabilidade a lidar com as pessoas;

— Menor prazer nas coisas que habitualmente eram sentidas como prazerosas.

 

Quando procurar ajuda profissional

Quando os sintomas se tornam muito intensos e prolongados, deve procurar a ajuda do médico de família, que avaliará a situação e poderá reencaminhá-lo para outra especialidade.

Além dos sintomas já referidos, podem incluir-se outros, como sentir que tudo é um esforço enorme – mesmo em tarefas simples como levantar-se de manhã, vestir-se, arranjar-se, tomar duche, planear o que tem de fazer; as dificuldades de sono tornarem-se persistentes; não ter prazer em qualquer atividade; sentir uma grande falta de energia; ter ideias relacionadas com morte, como a sensação de que não tem qualquer utilidade.

 

Colaboração:

Pedro Cintra, psiquiatra do Hospital de Cascais

 

Especialidades em foco neste artigo:

Psiquiatria