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Anestesia: o que precisa de saber

O tipo de anestesia depende do ato médico ou cirúrgico que se vai realizar e sempre tendo em conta a história clínica do doente, explica Maria João Centeno, coordenadora da Unidade Funcional de Anestesia do Hospital de Cascais.

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Anestesia

Consiste num conjunto de técnicas que permitem fazer certo tipo de intervenções médicas em segurança e sem que se sinta dor. De forma sintética, pode falar-se de três tipos: anestesia geral, anestesia loco-regional ("loco" refere-se a local) e sedação.

A anestesia realizada por um anestesista experiente, segundo as normas, é considerada uma técnica muito segura. No entanto, como em qualquer ato médico, podem ocorrer complicações.

 

Anestesia geral

Traduz-se num estado de inconsciência (sono profundo), alívio da dor e relaxamento dos músculos, conseguido através do uso de fármacos. Os fármacos podem ser administrados por via endovenosa (injetados numa veia) ou podem ser inalados (através de uma máscara). Também pode suceder combinarem-se as duas formas de os administrar.

 

Complicações

muito comuns:

- Náuseas e vómitos no pós-operatório;

- Tonturas;

- Tremores;

- Dor de garganta após intubação traqueal;

- Dor de costas;

- Dor de cabeça.

- Em pessoas com mais de 60 anos, disfunção cognitiva (certa confusão mental).

 

comuns:

- Tromboflebite (oclusão de uma veia devido à formação de um coágulo);

- Visão turva;

- Lesão da cavidade oral;

- Reação alérgica ligeira;

- Dor de garganta após colocação de máscara na faringe;

- Intubação difícil.

 

Anestesia loco-regional

Consiste em "adormecer" uma parte específica do corpo, bloqueando as sensações táteis, térmicas e dolorosas (por exemplo, a anestesia usada no dentista). Ao mesmo tempo bloqueia-se a função motora, mas sem interferir com o estado de consciência: as pessoas estão sempre conscientes do que se está a passar.

 

Divide-se em dois tipos:

— Anestesia do neuroeixo: são injetados fármacos perto da emergência dos nervos da espinal medula, mais concretamente no espaço subaracnoideu ou no espaço epidural. Estes espaços são delimitados pelas meninges (membranas que envolvem o cérebro e a espinal medula). Neste caso, as sensações abaixo da cintura assim como a capacidade de movimentar os membros inferiores são temporariamente anuladas. Por vezes, é introduzido um tubo de plástico fino (cateter) no espaço epidural, que pode ser utilizado nos dias seguintes como via para tratar a dor. Para realizar esta técnica é determinante a colaboração do doente que deve estar sentado ou deitado de lado em posição fetal.

 

— Anestesia de nervos periféricos: são injetados fármacos junto a nervos periféricos, permitindo a anestesia de um segmento corporal específico (por exemplo, ombro, braço, pé). Pode ser utilizado um ecógrafo e/ou um aparelho que emite pequenos estímulos para detetar os nervos-alvo. Também é possível colocar um cateter com o objetivo de tratar a dor no período pós-operatório.

 

Complicações

comuns:

- Cefaleias pós-punção da dura-mater (cirurgia de ambulatório);

- Lesão do plexo braquial;

- Disfunção urinária.

 

moderadamente comuns:

- Cefaleias pós-punção da dura-mater (bloqueio subaracnoideu);

- Convulsões.

 

A anestesia geral e a anestesia loco-regional podem ser usadas em simultâneo, tirando-se partido das vantagens de cada uma delas.

 

Sedação

Traduz-se na indução de um sono mais ou menos profundo através da administração de fármacos por via endovenosa. A pessoa continua a respirar de forma autónoma, sem qualquer auxílio.

É usada para proporcionar conforto durante a realização de técnicas invasivas ou dolorosas (por exemplo, em endoscopias ou colonoscopias). Também pode ser usada para complementar a anestesia loco-regional.

 

Colaboração:
Maria João Centeno, coordenadora da Unidade Funcional de Anestesia do Hospital de Cascais

 

Especialidades em foco neste artigo:
Anestesiologia