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​​​​​​​​​​"A realização destas primeiras jornadas conjuntas do Hospital de Cascais, ACES e Câmara deixa patente a vontade de integrar os cuidados de saúde, desde a prevenção (na sua forma mais lata) à reabilitação.

Este contínuo de cuidados deve ocorrer da forma mais fácil e amável possível para o utente, neste caso o utente do nosso concelho.

A maior vantagem da integração vertical é a sua capacidade de integração clínica com um sistema de referência de valores comuns e porque é através dela que se conseguem cuidados de qualidade mais custo-efetivos.

Há mecanismos que facilitam esta integração clínica e que são essenciais ao seu suporte como são os sistemas e plataformas de informação, o processo único e partilhado, a referenciação, a otimização de recursos, a comunicação eficaz entre os vários níveis e formas de cuidados.

À tarde, e na continuação do tema, falou-se de referenciação com toda a problemática e oportunidades de melhoria que existem em ambas as partes envolvidas e também no sistema ALERT.

A dor, o luto e a gestão das expectativas dos doentes foram abordados numa perspetiva de tratar a DOR seja ela física ou da alma.

A literacia em saúde foi apontada como fator essencial para uma utilização mais eficaz e organizada dos serviços de saúde.

A problemática do envelhecimento com saúde foi também abordada ou não fossem os idosos uma prioridade do nosso concelho.

Foram apresentadas várias iniciativas na comunidade, na primeira pessoa, de boas práticas do Fórum Concelhio para a Promoção da S​aúde .


O segundo dia iniciou-se com excelentes mesas sobre comunicação quer na sua forma mais suportada pelos sistemas de informação com o muito que nos dão, e o muito que nos podem ainda dar, não esquecendo a importância da relação médico-doente, e com a importância de saber comunicar de uma forma sistematizada e eficaz.

Os cuidados continuados foram apresentados sob a forma de um novo nível de cuidados que tem a particularidade de integrar saúde e segurança social, numa preocupação vocacionada para lidar não com a doença em si mas com a dependência que ela provoca. Trata-se de reabilitar, readaptar e reintegrar a pessoa com dependência, mobilizando a sociedade como um todo.

Dos cuidados paliativos fica a mensagem de que não são deixar de tratar, não são só tratar a dor, não se destinam apenas a doentes oncológicos, não se destinam apenas a doentes terminais e não são prestados por uma só pessoa.​

As perturbações mentais são diferentes, tem prevalências diferentes e por isso necessidades diferentes, tendo que ser abordadas de uma forma personalizada, centrada no doente mas também nos seus cuidadores num percurso integrado de cuidados na comunidade.

Finalmente a apresentação dos posters é digna de realce e transpareceu o bom trabalho que as equipas fazem no terreno. Deixo aqui os parabéns a todas as equipas.


Fica-nos então destas jornadas a grande vontade de continuar a melhorar a comunicação entre os vários parceiros, numa perspetiva de integração num propósito comum de melhorar a qualidade de vida no concelho de Cascais desde o nascimento até ao final de vida.

Fica um sincero agradecimento às comissões clínica e organizadora pelo empenho numa organização integrada, e aos parceiros Hospital de Cascais, Câmara e ACES pela aposta nesta união num projeto comum que é a saúde dos cidadãos do concelho de Cascais."


Eduarda Reis, Diretora Clínica do Hospital de Cascais